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quinta-feira, 24 de abril de 2014

LIXEIRAS SOLARES INTELIGENTES

Vejam só,  este nosso Brasil é mesmo muito desigual, não só em renda, mas também em outros aspectos. Enquanto em alguns lugares já se usa até as novas tecnologias para a coleta seletiva e minimização dos danos causados pelo descarte de resíduos, aqui no Centro-Oeste nem apoio para as Cooperativa de Catadores nos temos.

Leia a reportagem- LIXEIRAS SOLARES INTELIGENTES SÃO INSTALADAS EM BAIRRO NOBRE DE SÃO PAULO 
do ECiecle:

Lixeiras solares inteligentes




terça-feira, 22 de outubro de 2013

Como bem diz a reportagem do Estadão, não podemos ser pessimistas, mas a solução para os problemas gerados pelo lixo vão precisar de muito esforço de todos nós.


O lixo, seus dramas, caminhos possíveis


WASHINGTON NOVAES *

Deveria ser de leitura obrigatória para administradores públicos e legisladores em todos os níveis - começando por governo federal, Congresso, governos estaduais, deputados, prefeitos, vereadores -, mas também para empresários e consumidores, o texto Gestão de resíduos sólidos para uma sociedade mais próspera, escrito pelo professor Ricardo Abramovay, do Departamento de Economia, e das pesquisadoras Juliana S. Speranza e Cécile Petitgand, do Núcleo de Economia Socioambiental, todos da Universidade de São Paulo (USP). Dificilmente se encontrará texto mais abrangente sobre a questão dos resíduos e as políticas adequadas que devem norteá-la, mais rico em informações, capaz de levar a mudanças indispensáveis.
É um tema decisivo para o Brasil, que no ano passado produziu 63 milhões de toneladas de resíduos domiciliares, mas não está reduzindo essa geração, nem em termos absolutos nem por pessoa. Segundo o texto, 40% do lixo, pelo menos, vai para lixões ou aterros "controlados". E muito pouco se tem avançado. O problema não se restringe às áreas de saúde pública e de ocupação de espaços urbanos. Por isso os avanços dependerão também de uma "reformulação" até mesmo do setor privado e de seus "padrões de oferta de bens e serviços" - o que já faz parte dos objetivos estratégicos dos países do Primeiro Mundo, que responsabilizam os produtores de bens, o setor de embalagens e os geradores de inovações tecnológicas por soluções que levem a melhor aproveitamento de materiais (em computadores e celulares, por exemplo, ou na área de produtos químicos, na qual já existem 248 mil produtos em circulação; um aparelho de televisão pode ter até mais de 4 mil componentes).
Mas só 10% dos municípios brasileiros apresentaram - no prazo, que já esgotou, estabelecido pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) - seus planos de gestão para a área, eles que devem ser os principais executores. Em geral, enfrentam forte resistência dos produtores de bens, de políticos que a eles se aliam (em troca de "financiamentos para campanhas") e da maioria da própria população, que entende não ser sua a obrigação, porque já paga impostos em que estariam embutidos serviços da área. E isso dificulta a legislação e a aplicação do princípio poluidor/pagador, de onde deveriam vir os recursos. Na Europa, nos EUA, no Japão essa responsabilização do produtor de bens e dos geradores de resíduos tem sido a chave dos avanços.
O texto agora divulgado pelos professores da USP vê muitas ambiguidades no conteúdo da PNRS, começando exatamente pela falta de definição clara das responsabilidades e pelo financiamento e organização da logística reversa, que levaria de volta aos produtores as embalagens dos bens consumidos. Também deixa às prefeituras os custos de coleta e destinação do lixo - o que é muito problemático, principalmente com a predominância de resíduos orgânicos. Só há aterros adequados em 27% dos municípios. A criação de mais aterros e os custos envolvidos incluem-se entre os obstáculos, até por causa da distância, que encarece os custos de transporte do lixo coletado. E a necessidade de formar consórcios entre as municipalidades implica muitas dificuldades políticas, em especial com a resistência dos que temem perder poder ou deixar de influir nas concessões.
Já fizemos alguns avanços importantes em alguns setores - com destaque para pneus descartados, embalagens de agrotóxicos, recebimento obrigatório de pilhas e baterias, óleos lubrificantes -, mas falta muito. Também há avanços na recuperação de embalagens de alumínio (dado o alto custo da energia na produção desse material), do papel e do plástico, do aço. Ainda faltam caminhos para levar quem gera mais lixo a pagar mais.
Problemas não existem só aqui. Resíduos são uma questão difícil em todo o mundo, já que é produzido 1,3 bilhão de toneladas anuais - a produção per capita dobrou nas últimas décadas e chega a 1,2 quilo diário. E a previsão é de que chegue a 2,2 bilhões de toneladas em 2020, embora a tonelagem incinerada ou depositada em aterros na Europa, por exemplo, tenha caído, graças à reciclagem, que passou de 23% para 35% na primeira década deste século. Na Alemanha a produção de resíduos caiu 15% com a introdução de sistema baseado no princípio poluidor/pagador: cada gerador de resíduos em residências, por exemplo, tem de separá-los obrigatoriamente e paga uma taxa proporcional ao volume do recipiente em que são coletados; o lixo orgânico é recolhido pelo poder público e enviado para aterros ou usinas de incineração; o "lixo seco" (embalagens, etc.) vai para outro recipiente e é recolhido em todo o país por uma entidade mantida pelos produtores dos bens consumidos, que pagam proporcionalmente ao volume, tiragem, etc. Os resultados foram altamente positivos em tempo curto.
Mesmo com os avanços os países da OCDE, que têm população equivalente à da África toda, produzem cem vezes mais lixo que esse continente, observa o estudo. Ou 50% de todo o lixo do mundo. E ainda exportam uma parte de seus resíduos - principalmente eletrônicos - para países africanos, numa espécie de "colonialismo da imundície", como tem sido chamado em relatórios internacionais já registrados neste espaço em artigos anteriores. Os EUA também exportam 50% de seus resíduos eletrônicos.
Embora o estudo não seja pessimista, precisaremos de muito esforço para chegar a transformações indispensáveis no poder público em todos os níveis, ainda mais que a própria população também resiste a qualquer inovação que dela exija contribuição financeira em impostos ou taxas. Da mesma forma, parte do setor produtivo não quer incorporar custos, alegando que sofrerá perda de rentabilidade (que só ocorreria se a regra não fosse geral). Mas não há alternativas - a não ser a sujeira, a degradação de áreas urbanas, o desperdício.

Fonte: O Estado

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-lixo-seus-dramas-caminhos-possiveis-,1057441,0.htm

domingo, 25 de agosto de 2013

SECRETARIA ESTADUAL DE MEIO AMBIENTE APRESENTA PROJETO QUE DEVERÁ BENEFICIAR TODOS CATADORES (AS) DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DO ESTADO



Ontem (dia 23/08) participamos de uma série de reuniões com os responsáveis do projeto: Fomento a Empreendimentos Econômicos Solidários e Redes de Cooperativas atuantes com Resíduos Sólidos constituídas por Catadores e Catadoras de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis que vieram a Rondonópolis para apresentar o projeto à Prefeitura, ao Sanear,  ao Movimento União Cidadã Recicla Rondonópolis e ao grupo de catadores do Jardim das Flores que estão se organizando para formação da cooperativa Coopercicla.

Este projeto foi elaborado pelo Secretaria Estadual de Meio Ambiente atendendo um edital do Ministério do Trabalho que através do SENAES disponibiliza recursos para a inclusão social dos catadores de rua e os que ainda se encontram nos lixões dos municípios.

Segundo a senhora Terezinha Rodrigues, coordenadora do projeto e representante do departamento de resíduos sólidos da SEMA, o principal objetivo do projeto é diagnostico da realidade de catadores em Mato Grosso. O projeto também buscará promover o inclusão socioprodutiva destas pessoas por meio de ações que os capacitarão para o trabalho em cooperativas e também fomentando os sistemas de coleta seletiva nos municípios. 

Devido a grande abrangência do projeto (todo estado de Mato Grosso- 141 municípios), o estado foi dividido em 5 territórios e cada um destes territórios  abrange vários municípios.

Rondonópolis faz parte do Território 2, que é composto pelos municípios de Campo Verde, Dom Aquino, Jaciara, Juscimeira, Paranatinga, Pedra Preta, Poxoréo, Primavera do Leste, Santo Antônio do Leste, São Pedro da Cipa.

Dentro deste território, Rondonópolis foi eleita a cidade Polo, pois além de ser a maior cidade deste território e a que produz mais resíduos, ainda tem lixão a céu aberto e supõem- se (já que não temos diagnóstico) a que tem mais catadores . Ao ser eleita como polo do território, a prefeitura de Rondonópolis deverá dar suporte e apoio para os cursos que serão realizados para os catadores, dar suporte para a empresa que virá fazer o levantamento e diagnóstico do número de catadores dos municípios e também promover através dos serviços já ofertados (inclusão dos catadores no Cadastro Único do Governo Federal;emissão de documentação civil, inclusão de catadores em cursos, etc) pelas diversas secretarias (Ação Social, Habitação, Educação, Saúde) a inclusão dos catadores de nosso município.

Os cursos de formação para todos os catadores deste território deverão acontecer aqui, além disto, está previsto no projeto a doação de um caminhão, um computador, uniformes, uma prensa e um computador para a cooperativa que vier a ser formada na cidade por catadores retirados do lixão e das ruas.

O recurso para realização do projeto é de R$ 3,750,00 milhões do Governo Federal e terá contrapartida de 5% do Estado.

Acreditamos que este projeto será muito importante para nossa cidade, visto que nosso município ainda não tem um Plano de Saneamento Básico e nem um  plano de gestão de resíduos sólidos em conformidade com Lei 12305/2010. Diante deste cenário, o cadastramento e diagnóstico dos catadores propiciarão a implantação de outras ações de médio e longo prazo, que fazem parte do modelo de projeto de gestão de resíduos como determina a Lei.

Além disto, a Prefeitura não realizou, até agora, nenhuma ação em prol da retirada dos catadores do lixo e das ruas e também não promoveu nenhuma atividade voltada para a inserção social e produtiva destas pessoas, que ficaram sem trabalho com o fechamento do lixão conforme exigência da Lei 12305.

Assim, vamos aguardar ansiosamente o início das ações deste projeto em nosso município (previstas para o início de 2014). Entretanto é preciso destacar, que para o sucesso das ações é necessário o real comprometimento de nossos gestores público, não só realizando a sua parte na parceria firmada com o comitê gestor do projeto, como também cobrando e fiscalizando os serviços (levantamento, diagnóstico, educação) que serão prestados aos catadores pelas empresas que serão contratadas através de licitação.












domingo, 11 de agosto de 2013

POESIA - A CRISE DO DESEMPREGO HOMENAGEM À HERÓIS ANÔNIMOS

Esta poesia foi feita pelo senhor Samuel Cordeiro - agrônomo, jornalista e escritor que estava presente na 4a. Conferência Municipal de Meio Ambiente de Rondonópolis.
A poesia foi lida pelo Secretario Municipal do Meio Ambiente, sr. Lindomar Alves.

A Crise do Desemprego
Homenagem à Heróis anônimos


Usando a criatividade;
Que é função da inteligência;
Se supre as necessidades;
Mantendo a sobrevivência.


É assim que trabalhadores;
Superam os seus temores;
Do desemprego sem saída;
E agem nos centros urbanos,
Enfrentando os desenganos;

No combate pela vida.


E nessa luta renhida!
O bravo não se intimida;
E rema contra a maré;
Preservando a natureza;
Seus encantos e beleza;
Com muito trabalho e f[e.


Se lixo, são catadores;
Esses úteis serviçais;
Mas, também são defensores;
Dos meios ambientais.


No trabalho são constantes;
Não vacilam um só instante;
Para obterem suas rendas,
Do lixo, que é separado;
Mas, com paciência e cuidado;
Pois se destinam às vendas.


Sem falar nos benefícios
Que trazem a tanta gente;
Salvando o meio ambiente
À custas de sacrifícios.


De modo freqüente e a miúde;
Estão pondo em risco a saúde;
Sujeitos à enfermidades.
Muito escassos são seus frutos.
E devem-lhes, pois, tributos
O governo e a sociedade.


Hoje, num passe de encanto!
Lixões não se alastram tanto;
Enchendo os centros urbanos.
E os espaços destinados
À sucatas, são poupados,
Retornando ao ser humano.


Indústria de reciclagens,
Já trabalham com vantagens,
Ao poupar a natureza.
E a coleta seletiva,
O desemprego ameniza;
Pondo alimento nas mesas.


Poema de Samuel Cordeiro (agrônomo, jornalista e escritor)
26/12/2003