terça-feira, 29 de abril de 2014

Para quem não acredita no processo de logística reversa, eis um bom exemplo de como isto pode dar certo!

Estamos falando sobre a logística reversa há mais de 2 anos em nossas palestras e também em encontros com empresários aqui em Rondonópolis. Infelizmente, as pessoas sempre acham que no Brasil isto seria muito difícil de acontecer, até porque, nossa logística (malha rodoviária e ferroviária) é sofrível. Mas, vejam só a BVRio e o Grupo Boticário estão mostrando que com inovação, vontade e responsabilidade socioambiental podemos melhorar não só as condições ambientais do nosso planeta como também a questão social do catador. 

Como sempre digo, responsabilidade socioambiental empresarial só acontece quando o empresário percebe que sua empresa faz parte deste planeta e voluntariamente resolve que pode e deve contribuir para o desenvolvimento sustentável. 


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Grupo Boticário sai na frente e será a primeira empresa brasileira a comprar os ativos ambientais dos catadores

Que bacana! O Grupo Boticário sai na frente é reconhece o trabalho dos catadores comprando créditos da logística reversa.
Vejam a reportagem abaixo:
Catadores de recicláveis vendem ativos ambientais ao Boticário
MARCELO SPERANDIO E TERESA PEROSA
25/04/2014 07h30
Ao vender o lixo coletado nas ruas para empresas de reciclagem, os catadores recebem uma nota, que comprova a transação. Esse comprovante se torna um ativo quando é apresentado à BVRio, bolsa de valores que negocia ativos ambientais. O Grupo Boticário será a primeira empresa brasileira a comprar esses ativos, chamados de créditos de logística reversa. A iniciativa do Boticário tem o objetivo de adequar a empresa à Política Nacional de Resídios Sólidos, que responsabiliza a indústria pelo lixo que produz. As cooperativas do Movimento Nacional de Catadores de Recicláveis centralizam a venda desses créditos. Cada tonelada de material vendido para reciclagem, comprovada por meio de nota fiscal eletrônica, gera um crédito. De acordo com a BVRio, mais de 100 cooperativas de 22 estados já se cadastraram na BVTrade para negociar créditos de plástico, metal, papel e vidro. A venda de créditos garante aos cooperados um incremento em sua renda. Hoje, cerca de 70% da reciclagem das embalagens descartadas acontece por causa do trabalho de 800 mil catadores de todo o país. A transação será oficializada hoje (25), em evento no Jardim Botânico do Rio de Janeiro que contará com a presença da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Fonte: Revista Época 

Entenda como funciona a BVRio assistindo o vídeo abaixo:

BVRio - Logística Reversa

quinta-feira, 24 de abril de 2014

LIXEIRAS SOLARES INTELIGENTES

Vejam só,  este nosso Brasil é mesmo muito desigual, não só em renda, mas também em outros aspectos. Enquanto em alguns lugares já se usa até as novas tecnologias para a coleta seletiva e minimização dos danos causados pelo descarte de resíduos, aqui no Centro-Oeste nem apoio para as Cooperativa de Catadores nos temos.

Leia a reportagem- LIXEIRAS SOLARES INTELIGENTES SÃO INSTALADAS EM BAIRRO NOBRE DE SÃO PAULO 
do ECiecle:

Lixeiras solares inteligentes




quarta-feira, 23 de abril de 2014

Após reunião com SANEAR, a COOPERCICLA aguarda posicionamento da autarquia.

No dia 08 de abril, a presidente da Coopercicla, senhora Jussineide, o cooperado Antônio Carlos Dourado e a voluntária do Movimento União Cidadã Recicla Rondonópolis, Ana Paula Beer estiveram em reunião com sr. Cristovão José Teixeira, Diretor Administrativo do Sanear - Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis para expor as necessidades da Coopercicla  (cooperativa de catadores de Rondonópolis) e solicitar a parceria da autarquia, no sentido de ceder um caminhão (modelo carga seca), todos os dias da semana. Com este caminhão os catadores pretendem  aumentar a coleta de materiais passíveis de reciclagem na cidade.

Esta reunião foi agendada pelos cooperados da Coopercicla após uma reunião com o prefeito Percival Muniz, (mais informações na reportagem: Prefeito garante apoio para início dos trabalhos da Cooperativa de catadores) que assegurou o seu empenho para colocar a cooperativa em pleno funcionamento.
Entretanto, o prefeito destacou que como o SANEAR é a autarquia responsável pela gestão de resíduos do município e  a implantação da coleta seletiva na cidade, os cooperados deveriam conversar  primeiramente com a diretoria desta empresa.

Seguindo esta orientação do prefeito, a Coopercicla formalizou o pedido do empréstimo de um caminhão ao SANEAR e agora está aguardando uma posição desta autarquia para que possa, progressivamente, aumentar os pontos de coleta de resíduos passíveis de reciclagem. Com o aumento do volume de resíduos coletados e a venda dos mesmos, a Coopercicla poderá aumentar a renda dos cooperados, atraindo outros catadores (do lixão e das ruas) para o trabalho dentro da cooperativa. Só aí, com mais catadores incorporados na Cooperativa, é que aos poucos, eles poderão ir implantando, bairro a bairro, a coleta seletiva na cidade.

Segundo a sra. Jussineide (presidente da Coopercicla) sem o apoio do poder público ficará muito difícil conseguir manter a cooperativa funcionando e também trazer os catadores do lixão para a cooperativa. Jussineide explicou que no lixão cada catador faz seu monte, geralmente catam os materiais de maior valor (latas, pets, plásticos) e ao vender este material eles conseguem em média R$ 900,00 por mês. Na cooperativa, o ganho é bem menor, sem o caminhão, com pouco material para trabalhar e dividindo o valor arrecadado por hora trabalhada, eles acabam recebendo em média de R$100,00 a R$ 300,00 por mês, o que acaba desmotivando os trabalhadores que estão na cooperativa.

O Movimento União Cidadã Recicla Rondonópolis espera que o SANEAR, perceba a importância da cooperativa e apoie estes catadores que já conseguiram se organizar, pois o apoio do poder público às cooperativas de catadores é fundamental não só para que a Lei 12305/2010 seja implantada, como também para que seja assegurada a renda e condições dignas de trabalho para quem atua na atividade de coleta seletiva.

Assim, estamos aguardando a posição do SANEAR!












terça-feira, 1 de abril de 2014

Prefeito Percival Muniz recebeu representantes da Coopercicla é garantiu total apoio ao trabalho dos catadores

Hoje pela manhã o prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz, recebeu representantes da Coopercicla e do Movimento União Cidadã Recicla Rondonópolis. Neste encontro os representantes da Coopercicla contaram ao prefeito que já conseguiram registrar a cooperativa e tirar o CNPJ, mas que necessitam do  apoio da prefeitura para viabilizar o processo de implantação gradativa da coleta seletiva na cidade. O Prefeito garantiu seu apoio e deverá conversar com os gestores do SANEAR, autarquia responsável pelo setor de saneamento da cidade,  para que a mesma disponibilize um caminhão adequado  para a cooperativa.

Atualmente, o SANEAR empresta um caminhão, apenas aos sábados para a coleta seletiva implantada pelo Movimento União Cidadã Recicla Rondonópolis e parceiros no bairro Vila Mineira. Entretanto, este caminhão não é adequado para a coleta, pois é um caminhão muito alto, tornando difícil a tarefa de colocação dos resíduos dentro do mesmo, já que a maioria dos cooperados são mulheres. Segundo o senhor Antônio Carlos Dourado, cooperado da Coopercicla, o  modelo ideal de caminhão é o chamado carga seca. 

A SEMMA que é parceira dos catadores desde o início do projeto já empresta um caminhão (deste modelo) uma vez por semana para a Coopercicla, entretanto, com o aumento da adesão da separação de resíduos em condomínios (prédios) e os pontos de coleta voluntária muitos locais não estão sendo atendidos, pois é preciso que o trabalho seja feito todos os dias da semana.

A Coopercicla deverá marcar, ainda esta semana, uma reunião com os gestores do SANEAR  e acredito que com a disponibilidade de um caminhão, a Coopercicla poderá, pouco a pouco, avançar neste processo de implantação da coleta seletiva em nosso cidade.  

Caso queira visualizar matéria portal da Prefeitura, clique no link abaixo:

quinta-feira, 20 de março de 2014

A caixinha de leite e suco vira telha > ECO-LÓGICA ganhando dinheiro e limpando o meio-ambiente.


Embalagens longa vida já foram vilãs do meio ambiente. Hoje não são mais. A empresa Eco-Lógica do Distrito Federal comprova essa realidade. Ela é especializada na fabricação de telhas e placas feitas com os componentes dessas embalagens, cuja principal fornecedora no país é a Tetra Pak.

Assistam o vídeo:


domingo, 9 de março de 2014

SEGUNDO A CHARGE, DEPOIS DA GREVE O GARI VIRA GENTE. E O CATADOR DE MATERIAL RECICLÁVEL, QUANDO SERÁ CONSIDERADO GENTE?

Com a greve dos garis no Rio de Janeiro, esta charge rodou nas páginas do Facebook. Uma grande verdade! Afinal,  só quando a população ficou sem o serviço de coleta de lixo é que se conscientizaram do importante e imprescindível trabalho dos Garis.
 Mas, a charge me levou a refletir sobre um outro sujeito que também é invisível para nossa sociedade e que vêm há muitos anos prestando um grande serviço de limpeza, não só para o meio-ambiente, mas também para toda a população, os catadores de material reciclável, estas pessoas que trabalham, sob sol ou chuva, tanto nas ruas das cidades como também  nos inúmeros lixões espalhados pelo Brasil.
E fiquei me perguntando, o que eles podem fazer para sair da invisibilidade? 
A mesma estratégia dos garis, isto é fazer greve, com certeza não daria resultado, já que a população ainda nem percebe os grandes problemas que enfrentamos (liberação de gases efeito estufa, poluição das águas subterrâneas, contaminação do solo, etc..) provocados pelo descarte inadequado do nosso lixo em lixões ou aterros controlados e se não tem nem esta consciência, como vai perceber a importância do trabalho do catador?
Os catadores de materiais recicláveis são discriminados social e culturalmente, afinal trabalham com e no lixo. Local este, que na sociedade consumista, é o lugar do que é excluído, descartado, rejeitado. Só para exemplificar é comum ouvirmos a seguinte discurso dos catadores “muitas vezes somos tratados como se fossemos o próprio lixo e isso machuca muito”.
Fora tudo isto, há um preconceito interno do próprio catador para consigo, muitos não se declaram catadores, pois tem medo de serem considerados sujos, inferiores, pessoas que vivem no submundo. Não querem ser confundidos com a imagem negativa ligada ao universo do álcool, das drogas e de crimes.
Apesar da Lei 12305/2010 (PNRS) que propõem a inclusão dos catadores,  das lutas e manifestações do Movimento Nacional dos Catadores na defesa destes indivíduos, é preciso muito mais para que os catadores de materiais recicláveis possam sair desta zona invisível e serem reconhecidos como trabalhadores, que exercem uma profissão como qualquer outra.
É claro que o poder público precisa fazer a sua parte, conforme prevê a lei, mas eu acredito, que neste processo de reconhecimento dos catadores, a nossa postura individual é fundamental.  Poderíamos ajudar muito,  a partir de um pequeno gesto,  da nossa mudança de postura diante do nosso lixo. Cada um pode e deve ter maior cuidado com o descarte de seu lixo, e se educar para a ação de separação dos resíduos em nossas casas e no nosso trabalho. Se conseguirmos fazer esta mudança, já estaremos ajudando bastante.